Sociedade

Gentrificação sem mais valia

Aos sons de tambores e cânticos de vários grupos civis e com a presença marcada de vários políticos da oposição - como Catarina Martins, do Bloco Esquerda, ou Inês Sousa Real, do PAN - fomos falar com participantes da manifestação “Casa para Viver” em prol do direito à habitação. Uma manifestação que acabou a noite em confrontos com a polícia, devido à detenção momentânea de duas manifestantes. À tarde, o tom era de protesto pacífico. Juntaram-se na parte oriental da cidade de Lisboa mais de mil manifestantes, que caminharam entre a Alameda e o Martim Moniz a pedir outras soluções perante a crise habitacional. Uma das reivindicações passa por um plebiscito  à população de Lisboa em relação ao alojamento local, que visa acabar com o  alojamento local (AL) em prédios com apartamentos para habitação. 

No meio de muitas incertezas, de um pacote “Mais Habitação“ do governo em discussão parlamentar e possível veto presidencial por inconstitucionalidade, encontramos duas famílias com filhos na idade escolar. 

Uma família enraizada há anos na dita periferia da capital portuguesa, na freguesia do Laranjeiro e Feijó,  Almada e, outra família, que teve de sair de Lisboa para a Amadora. 

A tonalidade é comum: o problema da habitação. As soluções apresentadas pelo governo com o pacote “Mais Habitação”, na opinião das famílias com as quais falamos, são  insuficientes para resolver a emergência social:ter uma casa a um preço economicamente sustentável de longa duração.